
"Após um século de escuridão, a chave para unir o passado ao futuro
não veio de um feitiço... mas de um par de olhos verdes e
um chamado inesperado."
Vocês pediram para embarcar nessa viagem. Pois então sigam o gato!
Mas já aviso, é por sua conta e risco.
Há segredos que nem o tempo consegue enterrar... e Frederick sabe exatamente onde eles estão.
CAPÍTULO 3 - MEMÓRIAS NÃO SE SALVAM EM NUVENS
Isobel Ravelli
— Não sei por que, mas não estou surpresa que esteja por aqui, Fred — afirmei sorrindo. — Cada vez que me guia para algum lugar, perco um pouco da minha sanidade. Mas, que se dane a fome. Se tem respostas para mim, eu topo. Para onde vai me levar dessa vez?
O bichano pulou a janela. Seus olhos faiscavam e me guiavam. O medo me quebrando por dentro a cada passo, à medida que eu entendia: ele me levava para o labirinto. Fred era uma chave, um enigma que eu ainda não tinha desvendado.
A floresta de ciprestes nos saudou, gelada e assustadora. Frederick passou pelo vão da grade do mausoléu e sentou-se bem na entrada, me encarando. Os olhos se estreitando.
Empurrei o portão enferrujado e, para minha surpresa, ele parecia leve.
Abri a porta da tumba dos D’Arcy devagar. Primeiro veio o cheiro de água podre e de flores mortas, ainda que não houvesse sequer uma pétala ali.
Não consegui dar dois passos sem sentir aquela vertigem. Eu já sabia o que viria depois, eu apagaria e...
— Gato, vá buscar o lorde...
O tempo está passando... Não perca o próximo sinal do Frederick. Deixe seu e-mail no formulário abaixo para receber os segredos de Farrowgate em primeira mão.